CRENTE CELULAR, CLIENTE OU SERVO DE DEUS


Texto Base: Tg 1.19-27
Por: João Marcos Bezerra


Você é um crente celular? Já ouviu falar dele? “Jesus quer falar com ele, mas ele não dá lugar, nem sequer deixa recado com a sua secretaria. É o crente celular, quando não está desligado se encontra fora de área” (trecho da música “Crente Celular”).
Em nossas igrejas encontramos diversas pessoas que se comportam desta forma, mesmo que não percebam. A igreja é um passatempo ou apenas serve para atender aos seus desejos pessoais mais egoístas possíveis. Não se vai mais a Casa do Senhor para louvar, exaltar ou prestar culto a Deus como forma de gratidão ou como forma de estar mais próximo Dele.
Quando saímos para um passatempo procuramos nos divertir, rever os amigos, ter uma boa conversa com pessoas interessantes, ouvir uma boa música e, se houver espaço, aprender alguma coisa nova. Assim é a ideia que muitos têm sobre a igreja.
Outro pensamento é que todos os nossos desejos, vontades e anseios devem ser supridos por Deus, a conhecida Igreja Cliente. Isto nos coloca como prioridades, deuses de nós mesmo. O Eterno é posto em segundo, terceiro ou em plano nenhum, pois Ele passa a ser apenas o nosso humilde servo, pronto para ouvir e agir.
Nesses dois pontos de vistas se encontram diversas pessoas que, inocentemente ou não, acham que a igreja existe somente para ser mais um ponto de diversão e/ou um centro de atendimento ao consumidor. E não é bem assim!
Deus existe para ser glorificado (I Co 10.31; Rm 11.36) e nós devemos buscar a presença Dele porque é o melhor lugar para estar (Is 56.5). A gratidão e obediência devem ser as características mais marcantes da vida daquele que serve ao Senhor. Abandonar tudo o que não agrada a Deus (v.19-21), ler, conhecer e aplicar a Lei Perfeita (v.25), agir com benevolência para com os que necessitam e se guardar das contaminações mundanas (v.26,27) são atitudes de quem é praticante da Palavra.
Infelizmente, observamos diversos “irmãos” freqüentadores da igreja que se consideram religiosos, servos do Senhor, mas tem tornado a sua religião vã por não considerarem e nem aplicarem as diretrizes bíblicas para uma vida cristã genuína.
Lembro de um conto que uma determinada senhora chega à igreja, após o culto da noite, com muitas malas e perguntam a ela: “o que significa isso?”. Ela responde: “estou me mudando pra cá, porque o meu marido é um homem melhor aqui do que é em casa”. Essa é a postura de muitas pessoas: diante da Eclesia é um exemplo de cristão, mas em casa é o reflexo do “Cão”; ou até mesmo é um voluntário exemplar que não perde uma atividade ou oportunidade de ajudar, mas também não perde uma festinha ou farra com os amigos e sem a menor preocupação de mostrar uma postura de cristão.
Com isso, vamos tornando vão: o sacrifício de Cristo na cruz por nós; o sacrifício dos escritores bíblicos para trazer as Boas Novas para nós; o sacrifício daqueles que morreram para que a Palavra chegasse até nós e nos fosse acessível; e, o propósito de Deus para a nossa vida. Porém, concluo com toda a veemência que nada disso foi ou é vão!
O sacrifício de Jesus foi para nos lavar de toda a impureza, ensinar-nos a viver no mundo e nos ligar diretamente ao Pai. O sacrifício dos escritores bíblicos e daqueles irmãos que morreram pela Palavra foi para trazer a Verdade e a luz a todo aquele que crê que Cristo é o Senhor para a glória de Deus Pai.
E por fim, Deus tem um propósito para a vida de cada um de nós: não é para viver para saciar os próprios desejos, não é para encontrar sentido naquilo que causa dor e ressentimento, não é para simplesmente existir e ao fim da vida acabar tudo. Ele nos criou para fazermos a diferença na sociedade, sermos frutíferos em tudo o que fazemos em Seu nome e, principalmente, para gozarmos a VIDA ETERNA.
Que possamos ser reflexo da imagem de Jesus Cristo por onde for, considerando, “atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade”, e nela perseverar para que em qualquer realização tenhamos sucesso.

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