A HORA ESTÁ CHEGANDO


Por João Marcos Bezerra
Textos Base: Mt 24.32-44

O Sermão Profético de Jesus, nos capítulos 24 e 25 do Evangelho de Mateus, é a introdução da Escatologia, ou seja, é o discurso de abertura dos acontecimentos do fim dos tempos. Mesmo que tenha sido proferido por volta de 800 anos após os Profetas e, principalmente, após 580 anos das visões do profeta Daniel, que foi o primeiro a detalhar as profecias escatológicas, esse é o sermão de abertura desta doutrina.
No Novo Testamento os apóstolos Paulo e João trazem maiores detalhes sobre o anticristo, o arrebatamento, a apostasia e os falsos ensinos. E este, o discípulo amado, escreve com mais precisão os acontecimentos da Grande Tribulação, esmiuçando as profecias de Daniel e o discurso de Cristo, no livro do Apocalipse (do grego apokálypsis: Revelação). 
Muitos quando lêem ou ouvem sobre a Revelação Final ficam com medo e assustados com a possibilidade de presenciar estes fatos ou, simplesmente por não saberem qual será o seu fim no Juízo Final. Porém, a Escatologia, principalmente as palavras de Cristo, objetiva trazer esperança aos salvos, a Igreja, aos filhos de Deus, e não terror.
Mas esperança em que? Em gozar a vida eterna junto do Pai, em viver acolhido pela Glória divina, em deixar esta vida cheia de medo, dores e angústias para passar a eternidade na paz do Senhor. Esperança em que o sofrimento vivido na Terra não durará para sempre. Isso é maravilhoso!
Os sinais do fim estão cada vez mais intensos: guerras, fome e terremotos. Estes estão ocorrendo com uma frequência maior e intensidades desastrosas. Nos últimos anos ocorrem mais conflitos entre nações e etnias por questões mesquinhas; além de ocorrerem os dois maiores abalos sísmicos da história, Chile e Japão, que causaram o deslocamento do eixo da Terra e a diminuição do dia, cumprindo-se a palavra de que os dias do fim “serão abreviados por causa dos escolhidos” (v.22).
Além disso, vê-se que falsos profetas estão se levantando e enganando a muitos. Destes, alguns eram ungidos do Senhor que se deixaram levar pela vaidade e apostataram da fé e pregaram ou pregam outro evangelho que não é o de Jesus Cristo.
Outra profecia que se cumpre é a traição e ódio entre as pessoas (v.10) e também a perseguição aos cristãos (v.9), que está aumentando cada vez mais. Alguns países orientais estão fechando as portas para a Palavra da Verdade e o cerco contra os ungidos de Deus de tal forma que se pode ouvir e ler sobre o sofrimento dos perseguidos em diversos portais de notícias. A Missão Portas Abertas divulga isto e tem trabalhado em prol da Igreja Perseguida não só nesses países, mas em todo o mundo, pois a violência contra os cristãos se alastra em todos os lugares, inclusive no Brasil.
Creio que estes perseguidos perseveram porque estão certos da promessa de que “o que perseverar até o fim será salvo” (v.13), e de que “bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus… E grande é o seu galardão nos céus” (5.10,12). Isso porque o fim do cristão não está aqui na Terra, mas no mundo vindouro debaixo da Glória de Deus. É por esta causa que se deve ver esta mensagem do fim de forma tão esperançosa. O Mestre promete consolação através do Espírito Santo (Jo 14) e que estará com o seu povo “todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28.20b).
Para que esta certeza permaneça viva, Ele também exorta o Seu povo à vigilância – “porque não sabem em que dia vem o Senhor” (24.42) e que “à hora em que estejam descuidados, o Filho do Homem virá” (v.44) – para tenham uma vida reta diante do Pai: cheia das virtudes de Cristo (Tg 3.17,18) e do Fruto do Espírito (Gl 5.22,23); e preparados para o momento em que o “Noivo” virá (Mt 25.1-13). Isto está diretamente ligado a forma como o crente se relaciona com Deus. É por isso a exortação à vigilância e santidade.
De forma muito negligente muitos tem se relacionado com Deus. Ou se busca a Ele somente nas dificuldades, ou para conseguir “bençãos”, ou em nenhum momento porque não se acredita Nele. Assim as pessoas vão traçando o seu destino: distantes do Senhor.
O Senhor quer ter um relacionamento profundo conosco. Quer que vivamos de forma intensa a nossa vida com Ele aqui na Terra para nos aperfeiçoarmos para a eternidade. Ele quer que nossa vida seja frutífera, impactando a outros, pois Ele quer que “todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (Tm 2.4).
Para os deístas Deus é um inventor que criou o mundo como uma máquina e a deixou ao acaso para viver a sua maneira, ou seja, Ele está distante da humanidade. Isto não é verdade, o Pai está sempre conosco para que sintamos a Sua presença e vejamos todas as bençãos que têm nos proporcionado e anos proporcionar, como diz a música “Incondicional” do Oficina G3: “Troquei as cores ao redor pra te mostrar. Criei formas pra fazer você vê e entender. Eu tentei falar, dando sons a Minha voz. Você não Me ouviu, mas continuo a te esperar”.
É assim o relacionamento de Deus para com a humanidade, mas a recíproca é verdadeira? Você faz parte da humanidade. Então, como é o seu relacionamento com Deus? Como está a sua atitude para com a sua igreja, a família e os amigos? Você tem refletido a pessoa de Cristo em seus atos? Você busca o Senhor em todos os momentos da sua vida ou apenas nas dificuldades ou interesses? Como está a sua vida devocional diária, você tem lido a Bíblia e orado todos os dias? Você tem dedicado a Ele apenas um pouco de tempo do seu dia, somente um dia da semana ou uma parte dos seus anos? Deus tem sido o seu universo?
Jesus Cristo está voltando para buscar a Sua Igreja, a Sua Noiva. Você está preparado? Céu ou inferno, “heaven or hell”, é o que o aguarda. Eu vou para o céu e você para onde vai? Somente o seu relacionamento com Deus pode definir o seu fim!

“Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mt 24.42)

Deus nos abençoe para que vivamos vigilantes como Ele espera!

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