BUSCANDO EQUILÍBRIO NA VIDA ESPIRITUAL III

Por João Marcos Bezerra

Vaso para Honra
Texto Base: II Tm 2.21,22

Se alguém se purificar dessas coisas, será vaso para honra, santificado, útil para o Senhor e preparado para toda boa obra.
II Timóteo 2.21 NVI

Para iniciar: qual o significado da palavra Vaso?
Vaso é um objeto côncavo próprio para conter substâncias líquidas ou sólidas; podem servir para ornamentação com plantas ou outros materiais atraentes e bonitos, ou para despejar dejetos orgânicos, como o sanitário.
O vaso possui várias formas e modelos, mas o verdadeiro diferencial está na sua utilidade, isto é, o que ele conterá no seu interior. Assim também é o ser humano, tem várias formas e modelos, porém, o seu conteúdo é diferente.
Quando se aprende que há uma luta interior em cada um, onde “não faço o que prefiro, e sim o que detesto” (Rm 7.15b), descobrindo que só Jesus pode livrar do “corpo sujeito a esta morte” (Rm 7.25b), também se deduz que o interior humano está cheio de dejetos, que exalam o cheiro da maldição do pecado.
Ao aprender quais são as obras da carne e as confrontar com o Fruto do Espírito, verifica-se que algumas dessas obras enchiam o nosso vaso, muito mais do que o Fruto do Espírito. Com isso, sabe-se que no homem não há nada que agrada a Deus.
Porém, ao tomar a decisão de se entregar a Ele, vê-se o velho vaso se tornar em novo, como está escrito em Ez 36.26,27: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis”.
Neste texto se encontra mais uma evidência de que quem recebe o Espírito de Deus anda nos Seus caminhos, guarda a Sua Lei e as observas. Então, não tem como ser de Cristo e ao mesmo tempo viver na imundícia da carne, pois “[…] todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu” (I Jo 3.6b).
Agora, pois, o homem nasce no pecado, devido a sua natureza; quando é tocado pelo Espírito, recebe a Cristo como Salvador; com isso, deixa que o Espírito aja em sua vida… Mas a história não termina aí.
A Bíblia fala em Mt 26.41: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”. Em Lc 21.36 NVI: “Estejam sempre atentos e orem para que vocês possam escapar de tudo o que está para acontecer, e estar de pé diante do Filho do Homem”. Em I Co 16.13 RC: “Vigiai, estais firmes na fé, portai-vos varonilmente e fortalecei-vos”. E em I Pe 5.8,9a NVI: “Sejam sóbrios e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão que ruge, procurando a quem possa devorar. Resistam-lhe, permanecendo firmes na fé…”.
Acima, observa-se quatro referências que advertem sobre a necessidade de vigiar. No Novo Testamento possuem em torno de 15 versículos com a palavra vigiai, e ainda tem Ap 16.15 que diz: “(Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas.)”.
Tudo isso é útil para advertir que não é fácil seguir o caminho, pois, além de um inimigo que quer derrubar o servo do Deus Vivo, existe o receio de cair ante a fraqueza da carne: pensamentos impuros, atitudes infelizes (como falatórios inúteis e profanos e vida contenciosa – II Tm 2.16 e 24), sonhos gananciosos, relacionamentos com pessoas erradas (jugo desigual – II Co 6.14), decisões estúpidas, atividades perniciosas (mau, nocivo, perigoso) e imprudentes, uso indevido do corpo (é esquecido que o corpo é santuário do Espírito Santo – I Co 6.18,19), liberdade transformada em libertinagem (devassidão, desregramento), o mau uso do dinheiro (não dizimar – Mq 3.10; gastar em farras – Lc 15.11-14: Parábola do Filho Pródigo), sentimentos destruidores etc.
Todos esses pontos de fraqueza da carne são justamente os que se devem buscar o Equilíbrio na Vida Espiritual. Pois com o vigiar e orar dia-a-dia, crescendo na Palavra de Deus, na Oração Eficaz, na Comunhão com os irmãos e na Vida Simples que o Senhor Jesus exemplificou, buscando constantemente honrar a Deus, lembrando sempre o que o Senhor diz: “… Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” – II Tm 2.19b, é possível chegar ao Ponto de Equilíbrio e assim apresentar-se “a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm 2.15).

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