BUSCANDO EQUILÍBRIO NA VIDA ESPIRITUAL II

Por João Marcos Bezerra

Carne X Espírito
Texto Base: Gl 5.16-26

Depois de entregar a vida à Cristo, a única solução para resolver o conflito interior, não se pode seguir o caminho de qualquer jeito. O Pai chama seu povo a viver uma vida em abundância (Jo 10.10b: “eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância.”) e dá um espírito de adoção, para ser seu herdeiro e perpetuador seu nome (Rm 8.15-17: “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.”).
No verso 16 Paulo chama a andar no Espírito e desprezar os desejos da carne. Isso se dá, porque antes da conversão existe a tendência de satisfazer as vontades da carne, de um coração dominado pelo pecado. Esses desejos, vontades, concupiscências, são tudo o que é contrário ao Fruto do Espírito e são elas (vs. 19-21):
a) Prostituição: ato de entregar-se a desonra, comércio de práticas sexuais;
b) Impureza: contaminação com aquilo que não provém de Deus;
c) Lascívia: incontinência animal, instintiva, pela sensualidade;
d) Idolatria: culto prestado a ídolos, amor demasiado, veneração;
e) Feitiçaria: bruxaria, magia, mandinga;
f) Inimizade: desafeição, hostilidade;
g) Porfia: discussão, disputa, insistência;
h) Ciúme: receio de perder algo amado;
i) Ira: raiva, agitação agressiva;
j) Discórdia: desavença, desarmonia;
k) Dissensão: divergência;
l) Facção: divisão;
m) Inveja: desejo violento de possuir algo de outro, cobiça;
n) Bebedice: embriaguez;
o) Glutonaria: gula.
Todos esses atos relacionados são oposição à Lei de Deus. Por isso, aquele que os pratica e não se arrepende não conheceu ao Criador, como está escrito em I Jo 3.6: “Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu”. Encontra-se em Gl 6.15 que é necessário “o ser nova criatura” e não a ação superficial da conversão.
Quando o Espírito Santo opera de forma plena, Ele consegue expor o Fruto dado ao convertido. Nos versos 22 e 23, lista-se quais são:
a) Amor: sentimento expresso através de atitudes em I Co 13.4-7: “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha [humilde]. Não maltrata [respeito], não procura seus interesses [abnegação], não se ira facilmente, não guarda rancor [perdão]. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade [honestidade]. Tudo protege, tudo crê, tudo espera, tudo suporta [compromisso].”;
b) Alegria: gozo; satisfação;
c) Paz: tranqüilidade; sossego;
d) Longanimidade: paciência, perseverança tranqüila;
e) Benignidade: suavidade, tranqüilidade da alma, doçura, ternura;
f) Bondade: qualidade do que é bom; bom caráter;
g) Fidelidade: fé, obediência, firmeza nas escolhas;
h) Mansidão: caráter pacífico, sem resistência;
i) Domínio Próprio: sobriedade, moderação, autocontrole.
É interessante observar que o v. 18 diz: “Se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei”, já no v. 23 deixa claro que o Fruto do Espírito não é contrário à lei, informando que aquele que é guiado pelo Espírito cumpre à lei, apesar de não estar debaixo dela. Ressalta-se que o próprio Cristo em nenhum momento negou ou se desfez da lei, Ele a confirmou (Mt 5.17 RC: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim abrogar [revogar], mas cumprir”).
Então, conhecendo as obras da carne e o Fruto do Espírito, chega-se à conclusão que o Nascer do Espírito, além de uma necessidade, expressa em Jo 3.5,6: “… Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito.”, significa:
1) Ter uma vida real agora (v. 25) e eterna (Gl 6.8);
2) Ter vitória sobre a carne (v. 17 e 24);
3) Ser guiado por Deus (Jo 16.13);
4) Produzir o Fruto do Espírito (v. 22 e 23).
Desta forma, aprende-se que o segundo passo para alcançar o Equilíbrio vem quando se deixa o Espírito Santo agir de forma plena e despreza-se a vontade da carne.
Cristo agiu de maneira idêntica quando “a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo… e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2.7,8).

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