QUEM QUER DINHEIRÔÔÔÔÔ???



por João Marcos Bezerra
Txt base: Pv 30.7-9

Duas coisas peço que me dês antes que eu morra: mantém longe de mim a falsidade [vaidade] e a mentira; não me dês nem pobreza nem riqueza; dá-me apenas o alimento necessário. Se não, tendo demais, eu te negaria e te deixaria, e diria: “Quem é o Senhor?”. Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar, desonrando assim o nome do meu Deus. (Palavras de Agur – Pv 30.7-9)

Que coisa maravilhosa o sábio nos escreve neste provérbio: “dá-me apenas o necessário”, como podemos encontrar em outras versões. Este homem pedia isso simplesmente para inibir a possibilidade de negar ou desonrar ao Senhor. Será que pensamos nisso também? Será que quando desejamos uma profissão ou posição social refletimos nesta possibilidade? Ou apenas sonhamos em ter, o melhor, o mais ou o dinheiro?
“Dinheiro! Ai dinheiro! O que fazer para ter dinheiro? Com ele posso comprar tudo ou quase tudo.” - é o pensamento de quando jovens projetamos o nosso futuro profissional, social, familiar, religioso etc. “Quem quer dinheirôôôôô?!?!?!” – é o grito do apresentador diante dos berros e desespero do seu auditório na tentativa de pegar pelo menos um “avião”. Desta forma, somos adestrados pela sociedade em geral e nesta motivação planejamos o futuro, dinheiro.
Quantas vezes já orientamos jovens a escolherem o curso universitário pelo retorno financeiro que este poderia dar? Quantas vezes já ouvimos líderes religiosos nos incentivarem a buscar o lucro ou a ofertar em busca das $$bençãos$$ que Deus nos daria em troca? E quantas vezes pelo menos pensamos em vender a nossa honra por reais? É uma triste realidade, mas quando se trata de trabalho, profissão, emprego e vocação é, em muitos casos, o primeiro nome que surge: dinheiro.
Este problema é tão antigo que Jesus veio nos dá o exemplo de humildade e simplicidade. Ele é Deus, dono de tudo, e abriu mão da sua divindade para também ser um homem, viver de forma simples, sem riqueza, e morrer por amor (Fp 2.5-11). Além dele, o refinado e instruído apóstolo Paulo abandonou o seu status na sociedade hebraica para viver esta humildade e simplicidade cristã (Fp 3.3-7). Diante disso, vemos que uma vida em Cristo é de uma simplicidade e humildade tamanha que o reino de Deus deve ser buscado para que o necessário, o que comer, o que beber e o que vestir, seja garantido (Mt 6.31-33). Isso porque “o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmos com muitos sofrimentos” (1Tm 6.10).
Por isso, quando vocês pararem para pensar na profissão a seguir ou na vocação não coloquem o dinheiro como fator decisivo; não pensem no poder aquisitivo que vocês podem alcançar com ele; não desprezem todos os sonhos infantis de ajudar os outros; não deixem de valorizar o que realmente tem valor; e, principalmente, não deixem de ouvir a orientação de Deus para você, porque na maioria das vezes você já tem nas mãos o que precisa ter e não enxerga e nem ouve Ele dizendo: “Não vá por aí!”, “Você não precisa disso!”, “Você não é assim!”, “Eu tenho algo melhor para você.”.  Como diz a música “O que não precisa” da Banda Resgate: “Ele escolheu bem as [coisas] que não são pra lhe lembrar que você não é e que não precisa ser o que não precisa”.

Que Deus abra os nossos olhos para ver qual a nossa vocação! Amém!

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