ATÉ QUANDO SENHOR?

Por João Marcos Bezerra
Textos Base: Hc 2.6-19 NVI

Atualmente, é comum ver pessoas buscando enriquecer facilmente, extorquindo outros, superfaturando obras para tirar dinheiro da máquina pública e agindo com maldade. É triste e assustador, mas é fato!
Neste momento me recordo do profeta Habacuque que viu, em sua época, a iniqüidade e a impiedade do seu povo e das nações poderosas que dominaram a Israel e dominariam a Judá. Com isso, ele clama a Deus e questiona:

Até quando Senhor, clamarei eu, e tu não escutarás? Ou gritarei a ti: Violência! E não salvarás? Por que razão me fazes ver a iniqüidade, e a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há também contendas, e o litígio é suscitado. Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, de sorte que a justiça é pervertida. (Hc 1.2-4 ARA)

Em nosso país, Brasil, a corrupção faz parte da vida de nossos políticos e da nossa sociedade de tal forma que não há uma mudança de postura, mas de perpetuação deste mal. Todos reclamam das falcatruas, mas também querem uma “fatia do bolo” e não mudam o comportamento fraudulento. Todos se queixam dos políticos, mas elegem os mesmos corruptos reclamados, em troca de benefícios. Não há transformação. Isso acontecerá até quando, Senhor?
Neste momento Deus nos responde através do mesmo profeta:
“Ai daquele que amontoa bens roubados e enriquece mediante extorsão!” (2.6). Seja por meio de desvio de verba pública, sonegação de imposto ou acordos de benefícios que contrariam a legislação vigente, isso é fraude. Então, fica a promessa de que os fraudentos serão vítimas dos seus próprios credores (v.7).
“Ai daquele que obtém lucros injustos para a sua casa, para pôr seu ninho no alto e escapar das garras do mal!” (v.9). O enriquecimento ilícito de alguém acarreta, de uma forma ou de outra, a ruína financeira de outrem. O cobiçoso age desta forma no intuito de se livrar das privações acometidas aos mais humildes. Ele não ficará impune e lhe é prometido a ruína (v.10).
“Ai daquele que edifica uma cidade com sangue e a estabelece com crime!” (v.12). Esta promessa é direcionada aos tiranos. Àqueles que levam o medo e subjugam uma comunidade é certo que sofrerão a ira do Senhor e a glória Deste será conhecida em todo o mundo (v.14).
“Ai daquele que dá bebida ao seu próximo, misturando-a com o seu furor, até que ele fique bêbado, para lhe contemplar a nudez!” (v.15). Todo aquele que ludibria outrem para humilhá-lo e destruí-lo também receberá de volta toda a humilhação e destruição que causou (vs. 16 e 17).
“Ai daquele que diz à madeira: ‘Desperte!’ Ou à pedra sem vida: ‘Acorde!’ (v.19). A idolatria é a falha moral repreendida aqui. O culto prestado a um ídolo ou o amor excessivo a algo leva as pessoas a se afastarem de Deus e buscarem os seus próprios deleites. Não se trata apenas das imagens de esculturas para culto, mas da riqueza e do poder. Os idólatras ficarão desorientados e fora do santo templo do Senhor (v.19).
Todos os fraudulentos, exploradores, tiranos, devassos, idolatras e corruptos sofrerão as consequências dos seus atos e o juízo de Deus também. Mesmo que a resposta Dele, diante de tanta corrupção moral no Brasil e no mundo, demore a vir, é certo que a justiça divina chegará e aplacará o coração do justo que sofre com tanta imoralidade e impiedade.
Porém, assim como Zaqueu se arrependeu e devolveu o que roubou, os corruptos devem se arrepender, parar com suas atitudes fraudulentas e restituir aos defraudados.
Ao que padece digo que “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia Nele, e Ele tudo fará” (Sl 37.5), fique tranquilo e espere o dia em que o Senhor aplicará a Sua justiça, pois o profeta diz:

Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado. Todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é minha força, ele fará os meus pés como os da corça, e me fará andar sobre os meus lugares altos. (3.17-19 ARA)

Comentários

Elinaldo disse…
Excelente reflexão. Continue assim, amado irmão.

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