SEGUINDO OS MAUS CONSELHOS

Texto Base: II Cr 10.1-19
Por João Marcos Bezerra
jmarcoscb@gmail.com

Salomão reinou sobre Israel durante 40 anos (II Cr 9.20). Porém, apesar de ser o mais sábio dos homens se desviou dos preceitos de Deus e adorou a outros deuses como Astarote, Milcom, Quemos e Moloque (I Rs 11.1-8). Com isso, o Senhor predisse ao rei que o reino seria dividido em Israel, 10 tribos ao norte, e Judá, 2 tribos ao sul, sendo que esta última continuaria sob a direção da família de Davi (II Rs 11.9-13).
Roboão foi o sucessor de Salomão e o “escolhido” para ser o pivô da divisão da nação israelita. Através dele podemos observar uma conduta errada e com uma análise do texto de II Crônicas 10 tirar algumas lições importantes.
O povo de Israel, sob a liderança de Jeroboão, futuro rei de Israel, buscou a Roboão para pedi-lo que amenizasse o jugo que seu pai impôs ao povo. O herdeiro do trono tomou o conselho dos anciãos, que estiveram com seu pai enquanto vivia, mas não se agradou e buscou os mais jovens para aconselhá-lo.
O conselho dos anciãos dizia: “Se te fizeres benigno ao povo, e lhes agradares, e falares boas palavras, eles se farão teus servos para sempre.” (v. 7). Enquanto que os jovens instruíram que o jugo fosse ainda mais aumentado: “… meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões.” (v. 11).
Sabemos que qualquer pessoa com bom censo diferenciaria o bom do mau conselho e escolheria o bom para ser um rei digno. Mas Roboão não fez essa escolha, conforme se observa nos versos 13-15.
Esse exemplo do filho de Naamá (II Cr 12.13) infelizmente não foi o último. Durante toda a nossa vida tomamos diversos e incontáveis conselhos e em algumas vezes escolhemos os maus, principalmente quando do nosso relacionamento com Deus.
Muitas vezes reconhecimentos que Deus é o Deus, que tem um propósito para nós, que Jesus é o seu filho, que é “o caminho, a verdade e a vida” e o único acesso ao Pai (Jo 14.6). Porém, quando somos aconselhados a deixar a nossa vida pessoal e segui-lo não aceitamos. Com isso, vejamos alguns conselhos de Deus através da Bíblia que reconhecemos, mas não aplicamos:

1)     Em Sl 37.5 diz: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará”. Reconhecemos que é o melhor a fazer, mas não fazemos.
2)     Em Gl 5.16 lemos: “andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne”. Para esclarecer em Gl 5.19-21 encontramos as obras da concupiscência, que são: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas”. E em Gl 5.22,23 confrontamos essas obras com o Fruto do Espírito, que é: “amor, alegria, paz, longanimidade [generosidade], benignidade [suavidade], bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio”. Assim como o conselho anterior: reconhecemos que o melhor é o Fruto do que a concupiscência, mas escolhemos praticar as obras carnais.
3)     Em Ec 11.9 vemos: “Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos, que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas as coisas Deus te pedirá contas”. Neste conselho observamos e aplicamos as partes referentes a alegra-se e satisfazer-se, mas ignoramos a prestação de contas a Deus.
4)     Em I Ts 5.21 diz: “Provai de tudo e retêm o que é bom”. Aqui equivocadamente tomamos a primeira parte e aplicamos, entendendo que devemos experimentar tudo o que nos for apresentado. Porém, na verdade esse texto manda examinar todas as coisas no sentido de pôr a prova e aproveitarmos aquilo que é saudável a nós e agradável àquele que nos criou. Mas nesse conselho mais uma vez aquilo que nos interessa, mesmo que interpretado erradamente, aplicamos.

Essas quatro referências são apenas exemplos de alguns conselhos bíblicos que admitimos que sejam bons, mas desprezamos e preferimos seguir aquilo que é contrário a Deus e que mais nos atrai e interessa. Com isso, podemos concluir que Roboão não foi o único “privilegiado” a escolher e executar o mau conselho. Também estamos sujeitos a fazer a escolha errada e também a sofrer consequências dessa escolha, assim como está registrado em II Cr 10.16-19 que mostra a consumação da divisão do reino.
Deus, aquele que nos ama, aconselha-nos a segui-lo e obedecê-lo, mas nós ignoramos e não tomamos o Seu conselho e, com isso, sofremos na vida. Por isso, tomemos o bom conselho e não pereçamos como o rei Roboão, conforme registra II Cr 12.1-16.
Que o Deus misericordioso nos abençoe e abra os nossos ouvidos para ouvir, e a nossa mente para entender e o nosso coração para aplicar os seus mandamentos!

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