IDE E PREGAI O EVANGELHO


por João Marcos Bezerra

Sei que trataremos agora de um assunto muito falado nas igrejas, principalmente em épocas de Campanhas Missionárias, mas o que quero trazer para vocês é algo que o Senhor tem me falado nos últimos dias.
Em Mc 16.15 lemos um verso muito conhecido: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. Este mesmo texto em Mt 28.18-20a diz: “Jesus, aproximando-se, falou-lhes: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado”.
Nestes dois textos, principalmente no último, o Senhor nos dá uma ordem bem explícita: “Ide e pregai o evangelho a toda criatura”; mostrando que a nossa missão como filhos do Deus Altíssimo é levar as boas-novas de salvação a todas as pessoas, não guardarmos aquilo que é bom só para nós.
É necessária, da nossa parte, uma ação maior em relação a essa ordem do Rei Jesus, pois, assim como ele chamou a Simão e André (“Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens – Mc 1.17), ele também nos chama para sermos “pescadores de homens”.
Isso também se dá, porque ele nos deixou como 2º mandamento, em Mc 12.31: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, e em Rm 13.8,9:

“A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor… pois quem ama o próximo tem cumprido a lei. Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

E como prova de amor ao próximo devemos falar-lhes de algo tão precioso em nossa vida: o Evangelho da Paz. Isso é amor a Deus, como obediência a ordem divina, e amor ao próximo, levando-o a conhecer ao Deus de amor, de paz, de bondade, de poder, que sustenta em meio as dificuldades, que faz caminhar pelos melhores caminhos e muitas outras bênçãos.
Entretanto, antes de nos atrevermos a prosseguir em tão ousada missão, devemos nos quebrantar diante do Senhor (“Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito” – Sl 51.17), apresentar-nos a Deus como “obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm 2.15).
Além disso, devemos nos lembrar que:
1. Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (II Tm 1.7);
2. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”;
3. É ele quem faz a obra (“O Filho não pode fazer nada de si mesmo; só pode fazer o que vê o Pai fazer…” – Jo 5.19) e nós somos apenas instrumentos.
Com isso, devemos deixar de lero-lero, temores e vida carnal e nos colocarmos a disposição do Senhor para nos usar como obreiros, proclamadores da Palavra, cumpridores da ordem de Cristo, em nossa vizinhança, no trabalho, na escola, em casa, na rua e até em outro país ou continente.
Que o amor de Deus, o nosso Pai Eterno, a graça redentora do nosso Senhor Jesus Cristo, e a consolação do Espírito Santo de Deus venha sobre cada um de nós. Amém!

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