AVIVAMENTO II


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Por João Marcos Bezerra
Baseado em observações do Prof. Augustus Nicodemus no Livro “O que estão fazendo com a Igreja”, cap. 24 e 26
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Avivamento e Santidade
Texto Base: Ezequiel 37:1-14
Como está descrito no estudo passado, com base em Atos 2, entendemos que avivamento é:
· O batismo do Espírito Santo (v. 4a) aos servos de Deus;
· A apresentação da Palavra de forma clara e objetiva (vs. 14-36);
· O entendimento da Palavra de Deus (vs. 5-12);
· O arrependimento e a confissão dos pecados através do batismo (vs. 37,38);
· A comunhão entre os irmãos em Cristo (vs. 42-47);
· O louvor verdadeiro ao Senhor e contágio daqueles que estão ao redor (v. 47);
· O acréscimo de salvos constantemente (v. 47).
Outro texto também que pode nos ajudar a compreender o avivamento é o do profeta Ezequiel 37.1-14. Essa passagem revela a ação de Deus num vale de ossos secos, onde um amontoado de ossos se forma em esqueletos, ajuntando-se a eles tendões, carnes e peles. Mas, ainda, algo lhes faltava: o espírito que só Deus pode dar. Com isso, “avivamento é quando Deus visita o seu povo trazendo-lhe vida espiritual” (Nicodemus, 2008).
Nesse momento vem a questão: há vida espiritual no “avivamento” em que vivemos? Entendo que a vida espiritual é uma vida guiada pelo Espírito Santo, de quem vive de acordo com os mandamentos, ordenanças, estatutos e preceitos bíblicos. Isso também é característica de santidade, isto é, aquele que foi separado para viver segundo a lei divina.
Para compreender melhor essa relação, hoje um pouco esquecida, do avivamento com a santidade gosto de levar em consideração os aspectos escritos por Nicodemus em seu livro já mencionado:
1. A santidade não tem a ver com usos e costumes;
2. A santidade existe sem manifestações carismáticas e as manifestações carismáticas existem sem ela;
3. A santidade implica principalmente a mortificação do pecado que habita em nós;
4. O poder da santidade provém da união com Cristo;
5. A santidade é progressiva;
6. A santificação é um processo irresistível ao verdadeiro salvo.
Na observação desses aspectos me recordo dos fariseus que viviam de acordo com a lei de Moisés, mas não agradavam a Deus (Mt 5.20). Além disso, existiam vários pregadores na época dos apóstolos que exigiam alguns costumes como está escrito em Cl 2.20-23:

Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum, senão para a satisfação da carne.

Também vem a lembrança a igreja de Corinto, onde havia uma grande manifestação sobrenatural (dons espirituais, profecias, curas, visões e revelações). Nesta mesma igreja Paulo exortou os irmãos por falta de santidade (ver as passagens de I Co 6.12-20 e 10.23-11.1). Isso comprova que grandes manifestações não refletem um avivamento real.
Defendo, mais uma vez, que o avivamento está relacionado ao abandono do pecado que está diretamente ligado a ação de Deus na vida do cristão. Apesar de haver a luta interior mencionada em Rm 7.7-25, Cristo restaura e transforma o coração do convertido e o leva a abandonar as obras da carne (Rm 8.13).
Quando o Senhor trabalha em nossas vidas, nos levando à liberdade, ele se aproxima cada vez mais de nós e faz com que experimentemos o poder do seu Espírito (At 1.8). Este poder é o único capaz de nos manter na caminhada para a eternidade, que apesar dos deslizes nos mantêm no caminho estreito (Mt 7.13,14), e nos transforma no homem que Deus criou para ser. Mas essa transformação só ocorre naquele que verdadeiramente é salvo e entregou a sua vida a Cristo.
Com isso, entendemos que o avivamento é mais do que o cumprimento de regras e manifestações sobrenaturais é a transformação do velho homem em nova criatura (II Co 5.17), segundo o coração de Deus. Por isso, continuamos a perguntar: vivemos num tempo de verdadeiro avivamento no Brasil?

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