AVIVAMENTO I



Por João Marcos Bezerra
Baseado em observações do Prof. Augustus Nicodemus no Livro “O que estão fazendo com a Igreja”, cap. 24 e 26


O que é Avivamento?
Texto Base: Atos 2

Ouvimos nos últimos tempos muitos rumores de que o Brasil vive um intenso avivamento. Assim como a Inglaterra e os Estados Unidos já viveram. Não duvidemos que Deus tem agido neste país de uma forma diferenciada e, também podemos dizer, de forma maravilhosa. Mas será que estamos vivendo um tempo de Avivamento? Não é objetivo deste estudo dizer que sim ou que não. Porém, vamos tentar entender o que venha ser tal coisa.
Inicialmente, AVIVAMENTO quer dizer ato ou efeito de avivar, que significa tornar mais vivo, mais intenso, mais forte. De outra forma também se diz que é trazer vida a quem estava morto ou reanimar aquele que vive.

Há diversas obras clássicas que tratam do assunto. Elas usam a palavra “avivamento” no mesmo sentido que “reavivamento”, isto é, a revivificação da religião experimental na vida de cristãos individuais ou mesmo coletivamente, em igrejas, cidades e até países inteiros. (NICODEMUS, 2008)

Particularmente entendo que “a revivificação da religião experimental na vida de cristãos” está ligada a provar a ação do Senhor através do Espírito Santo. Em Atos 2 observamos que após a ascensão de Cristo o Espírito desceu aos crentes da igreja de Jerusalém e os fez experimentar uma ação extraordinária, que repercute até os dias atuais na Igreja do Senhor. Através dessa cena busquemos entender o Avivamento.
Em Joel 2:28-32 Deus prometera que “derramaria [do seu] Espírito sobre toda a carne” e haveria profecia, visões e sonhos, prodígios e sinais surgiriam e “todo aquele que [invocasse] o nome do Senhor [seria salvo]”. E na cena de Pentecostes isso começou a acontecer aos cristãos. Este fato levaria aos presentes o entendimento de que o Senhor cumpre as suas palavras e a atentar para o que Pedro dizia acerca de Jesus, o Cristo ressurreto, usando as próprias Escrituras conhecidas pelos judeus (conferir Salmos 16:8-11 e 110:1).
Além disso, nos versos 37-41 desta cena o Apóstolo fala sobre o arrependimento: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (v. 38). Este arrependimento levou a quase três mil conversões e batismos. Os que se uniam a igreja viviam em comunhão. Ajudavam uns aos outros. E mais pessoas eram salvas dia a dia, vivendo de forma simples e alegre, “louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo”, conforme registrado nos versos 42-47.
Com isso, entendo que o avivamento é:
·        O batismo do Espírito Santo (v. 4a) aos servos de Deus, não sendo apenas com o derramar do dom de línguas como muitos falam, mas do dom do Espírito, conforme verso 38;
·        A apresentação da Palavra de forma clara e objetiva (vs. 14-36), abordando e demonstrando o que está escrito nas Escrituras;
·        O entendimento da Palavra de Deus (vs. 5-12). É através da graça de Deus que podemos entender a Sua palavra, mesmo quando não se é salvo;
·        O arrependimento e a confissão dos pecados através do batismo (vs. 37,38), buscando viver de forma santa debaixo da transformação operada pelo Espírito;
·        Há comunhão entre os irmãos em Cristo (vs. 42-47), ajudando aos necessitados, tolerando as diferença e sustentando os fracos na fé;
·        O louvor verdadeiro ao Senhor e contágio daqueles que estão ao redor (v. 47);
·        O acréscimo de salvos constantemente (v. 47) pelo poder do Senhor.
Por fim, é necessário analisarmos se realmente o que vivemos hoje no Brasil é um Avivamento verdadeiro. O Espírito é derramado sobre o povo? A Palavra é apresentada e entendida claramente? Há arrependimento e confissão de pecados? E a comunhão e o louvor são verdadeiros? Sem dúvidas pessoas são acrescidas, mas será que são salvas?
Com isso, a busca das respostas a essas perguntas é essencial para o esclarecimento quanto ao assunto. Ainda mais quando vemos tantos “devotos”, irmãos, cristãos, crentes (ou outra denominação que queiram), vivendo de maneira inadequada àquilo que é apresentado na Bíblia.

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