O VERDADEIRO LIBERTADOR

Por João Marcos Bezerra
jmarcoscb@gmail.com

Numa determinada viagem, assisti a um filme que contava a história de um jovem revolucionário que viveu na Espanha na época da ditadura, em meados da década de 1970. Esse rapaz participava de um grupo de oposição que cometia alguns atos extremistas em prol da liberdade dos espanhóis.
Boa parte da história dele é contada na cadeia por ele mesmo ao seu advogado, que lutava judicialmente pela liberdade do jovem. Porém, esta luta foi vã porque o rapaz foi condenado a morte e executado em poucos meses após a sua prisão.
O que chamou a atenção no filme é que este jovem lutava contra a opressão em que o povo vivia e a favor da liberdade social e política no país. Ele colocou a sua vida em risco em prol desse ideal. Mas a liberdade pela qual lutou era limitada em leis, nas limitações humanas e dependentes de outras pessoas, e ainda é.
Além desse jovem chamado Salvador, também existiram outros homens que lutaram por essa liberdade, por exemplo: Martin Luther King, Nelson Mandela e Gandhi. Mas só houve um homem que lutou pela verdadeira liberdade: Jesus Cristo, também conhecido como Emanuel e Messias.
Em Jo 8.31-36 lemos que através de Cristo conhecemos a verdade e somos libertos por ela através Dele, entendendo que a maior escravidão não é política, social, cultural ou econômico-financeira, mas espiritual através do pecado.
Então, de que adianta lutar pela liberdade política se somos escravizados pelas concupiscências da carne e condenados a viver no fogo eterno? (Rm 3.23)
No verso de Rm 6.23 observamos que “o salário do pecado é a morte”. É um preço muito alto que pagamos: a nossa vida eterna pelos prazeres terrenos. Cristo pagou um preço também altíssimo (Jo 19.28-30) para que pudéssemos desfrutar uma vida abundante (Jo 10.10).
Salvador lutou por algo finito; Jesus, por algo infinito. Salvador morreu sem ver seu povo liberto; Jesus ressuscitou dentre os mortos (Jo 20.1-10) e venceu a morte (I Co 15.26). Salvador morreu como um criminoso político; Jesus, como um justo pagando pelo pecador. A morte de Salvador teve repercussão nacional; e a de Jesus, universal.
A liberdade dada por Cristo vem através do Espírito Santo (II Co 3.17,18) que faz brotar em nós um Fruto maravilhoso (Gl 5.22,23), deixando uma paz que está acima de qualquer tribulação, conforme Paulo explana em II Co 4.8-10.
E essa liberdade é tão poderosa que ao longo dos séculos milhares de pessoas têm colocado suas vidas em risco para levá-la até os confins da terra, conforme ordena Jesus em Mt 28.19,20 e At 1.8.
Essa verdade é acessível a todos através do Espírito Santo que habita no coração de quem recebe a Cristo como Senhor e Salvador. Mas isso só é possível se houver o novo nascimento (Jo 3.3-7): morrer na carne e nascer no espírito.
Jesus disse em Jo 14.6: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. Ele é o único caminho ao céu e o verdadeiro libertador. Com Cristo somos livres do pecado! Só pecamos se quisermos, se permitimos ou dermos brecha, mas não estamos sob a opressão do pecado, não há mais correntes nos prendendo.
Em Rm 10.9-15 observamos que basta “confessar Jesus como Senhor e crer que Deus o ressuscitou dentre os mortos para ser salvo, não esquecendo que o Espírito agirá em nós para transformação e santificação (II Co 5.15-17 e Gl 5.13).
Por isso, devemos abrir os nossos corações para Jesus fazer morada (Ap 3.20) e receber a verdadeira liberdade e nos preparar para a Glória Eterna.
Que Deus habite em nossos corações e traga a verdadeira libertação!

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