“LIBERDADE” OU MORTE

Texto base: Mc 10.17-22 / Jo 8.31-36,47,51
Por João Marcos Bezerra
jmarcoscb@gmail.com

Já faz algum tempo que observo a propaganda de uma operadora de celular. A mesma traz vários homens grandes com roupas justas e da cor da pele, com uma faixa escrita “bloqueado”. Esses mesmos são acorrentados aos clientes de operadoras que vendem aparelhos bloqueados, indisponibilizando-os a usarem chips de outras operadoras nesses aparelhos.
Ao ler a historio do Jovem Rico (Mt 19.16-22; Mc 10.17-22; Lc 18.18-23), visualizo a mesma situação da pessoa que comprou um aparelho bloqueado na propaganda: acorrentado a algo que o impede de andar livremente.
O jovem queria alcançar algo que todos desejam: a vida eterna. Porém, tinha uma corrente que o prendia a uma coisa e não o deixava prosseguir nesse desejo.
Isso é o retrato de muitas pessoas que buscam a Deus, não só nesse ideal, mas no intento de conseguir os benefícios, ou bênçãos, que podem receber. E muitos estão presos a grilhões, onde na outra ponta está um homem grande com roupa justa e da cor da pele, com uma faixa escrita: riquezas, amores, orgulho, auto-satisfação etc.
Quando lemos o diálogo entre Jesus e o jovem, observamos que a primeira pergunta é se o rapaz sabia o que realmente queria (v 17 e 18): “Por que me chamas bom?”. Depois, qual o conhecimento que o mancebo tem dos mandamentos (v 19): “Sabes os mandamentos…”. E por último se ele está disposto a se soltar do seu grilhão para seguir à Cristo (v 21): “Vai, vende tudo o que tem dá-o aos pobres.”.
Primeiramente, entendemos que para se achegar ao Filho de Deus é necessário reconhecer quem ele realmente é (Rm 7.25), sem hipocrisia. Buscá-lo com interesse em receber algo em troca não nos aproxima dEle.
Segundo, os mandamentos, estatutos, juízo, a Palavra nos orientam na vida. O conhecimento e cumprimento disso é que revela quem vive na luz e conhece a Deus, conforme I João 1.5-7, 2.3-6:
Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado… Ora, sabemos que o temos conhecido por isto; se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.

Além disso, esse conhecimento nos traz a verdadeira liberdade, livrando-nos da morte, conforme João 8.31,32,51:
Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará… Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente.

Logo após, percebemos que não tem como seguir a Deus, através do seu filho, acorrentado nesses grilhões. Esses não nos deixam seguir a Luz.
O povo de Israel foi exortado à obediência várias vezes (Dt 26.16-19 é um exemplo). No início andavam fielmente, mas depois o negócio desandava: desviavam-se da lei do Senhor. Com isso sofriam as conseqüências do desvio.
Por isso, precisamos escolher a liberdade ou a escravidão. Ter uma vida verdadeira com Cristo ou viver uma farsa até o fim de nossas vidas. “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6.24). E quando servir a outro senhor, se não a Deus, afastados estamos do Criador. Por isso devemos escolher: “LIBERDADE” OU MORTE.

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