PRATICANTES DA PALAVRA

Texto Base: Tg 1.19-27
Por: João Marcos Bezerra
jmarcoscb@gmail.com


Atualmente, está se perdendo a essência do cristianismo, do que é ser servo de Deus. Perdendo aquela alegria por está na casa do Senhor, de fazer a obra de Deus, de buscar a presença Dele em todo o momento, lendo a Bíblia, orando, louvando. Deus está ficando em segundo plano na vida das pessoas, até mesmo dos crentes. Muitos estão se desviando da fé e esfriando seu amor para com Deus. Está havendo uma banalização do ser crente.
É possível observar a perda de interesse de irmãos em vir à igreja para prestar um culto a Deus. A igreja virou um passatempo. Muitas vezes observamos pessoas que estão lá só para conversar, brincando, atendendo celular, dormindo ou do lado de fora do templo. Observamos também muitos que não fazem mais nada para o crescimento da obra: não atuam em ministérios, vão para o culto só no domingo à noite, não oram e nem lêem a Bíblia, estão pouco ligando para o que a igreja faz ou deixa de fazer. Muitos, que mostram aquilo que não são, só para se passar de ungido. E o pior que todos acham que estão fazendo a sua parte e garantindo a sua salvação.
Infelizmente, muitas vezes nos esquecemos de seguir a direção Divina – cometemos o erro de Josué e o povo de Israel quando foram enganados pelos gibeonitas, conforme Js 9:14: “não pediram conselho a Deus”; e esquecemos que é Deus quem faz a obra, Jesus disse em Jo 5.19,20: “O Filho não pode fazer nada de si mesmo; só pode fazer o que vê o Pai fazer… O Pai ama ao Filho e lhe mostra tudo o que faz”.
Com esses comportamentos, as igrejas não crescem espiritualmente, ficam estagnadas no crescimento do corpo de Cristo. Estão mais preocupadas com a formalidade e o tradicionalismo do que com a ação do Espírito Santo na vida das pessoas. Seus cultos se tornaram apenas ritos meramente tradicionais.
Será que é isso que Deus quer? Em Is 58.5 vemos: “Seria este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a sua cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aceitável ao Senhor?”.
“A formalidade, o tradicionalismo, as orações com mãos erguidas e altos brados, as músicas cheias de emocionalismo e sensualidade, desmaios, risos e outras formas de manifestar-se são, de fato, o culto que agrada a Deus?” (Shedd) Será este o jejum escolhido por Deus? – Este jejum está relacionado com o arrependimento e o perdão divino. – Então, de que adianta o homem jejuar, usar pano de saco, se humilhar e não se arrepender e não andar de acordo com a vontade de Deus?
Atualmente, muitos cantam, “louvam”, “exaltam” o Senhor, mas quando saem de dentro da igreja, se tornam pessoas com condutas que desagradam a Deus. Com isso, vemos que o inimigo consegue ocupar mais espaço em nosso meio.
Em I Sm 15.22 encontramos: “Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros”.
Precisamos voltar a praticar aquilo que ouvimos e aprendemos a cerca da Palavra, de acordo com Tg 1.19-27:
Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus. Pelo que, rejeitando toda imundícia e acúmulo de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar a vossa alma. E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural; porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era. Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito. Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo.

Devemos cumprir a Palavra. Devemos também “ser imitadores de Deus, como filhos amados; e andar em amor, como também Cristo nos amou…” (Ef 5.1,2a)
Apesar do esfriamento, da perda da essência, do formalismo excessivo. “A mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir” (Is 59.1). Ainda podemos nos reconciliar com Deus. Como prova disso, vemos que o Pai está atuando no meio do seu povo, em algumas cidades, vemos um crescimento visível do evangelho e vidas sendo restauradas.
É necessário que a igreja, que somos nós, se humilhe diante Dele, se arrependa e volte aos átrios do Senhor, se arrependa e volte para a casa do Pai de coração limpo.
Pois em I Jo 1.9 lemos: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.
Deus está de braços abertos para o seu povo. Assim como, nos livros de Isaías e de Jeremias, Deus condenou as atitudes do seu povo, Ele também prometeu restauração. E diz em Jr 29.12,13: “Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-ei e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração”.
E o Senhor já está restaurando vidas. Para que sejamos os agentes de transformação da igreja, da nossa igreja, os agentes de transformação do mundo. Mas, para isso, é preciso que sejam confessados os nossos pecados, colocadas as nossas vidas em total dependência de Cristo; que haja mudança de vida, porque o sangue de Cristo nos comprou, nos lavou, nos purificou e nos salvou do pecado. Amém!!!

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