AS SETE TAÇAS DA CÓLERA DE DEUS

Por João Marcos Bezerra
Texto Base: Ap. 12.1 – 14.20
(Baseado nas Análises da Bíblia Shedd e Manual Bíblico Halley)

Esta é a última etapa da visão de Cristo e o Mundo e, também, antes da Queda da Babilônia e a destruição da Besta. Neste momento o Senhor derrama toda a sua Ira sobre a terra que é crucial para o início da Guerra Final no Armagedom.
Antes de Deus enviar os flagelos o Apóstolo João vê “os vencedores da besta” em pé sobre o mar de vidro, que antes apresentava a separação do homem de Deus e agora tem o direito de acesso a Ele, entoando o Cântico de Moisés e o Cântico do Cordeiro (15.2-4).
“O cântico de Moisés louva a Deus por causa do Seu poder, da libertação que concede e da Sua retidão revelada ao liberar Israel. Assim também, os crentes perante o trono foram resgatados de um poder ainda mais terrível do que o do Egito, pelo próprio Cristo, maior do que Moisés”. (Shedd)
Quando o Senhor envia os sete anjos com as taças de ouro, cheias da cólera de Deus, “O santuário se enche de fumaça procedente da glória de Deus e do seu poder e ninguém podia penetrar no santuário, enquanto não se cumprissem os sete flagelos dos sete anjos” (v. 8). Isso também aconteceu na consagração do tabernáculo no deserto (Lv 9.23-24) e, também, do Templo de Salomão (II Cr 7.1,2). Nesse momento podemos interpretar que ninguém entraria na presença divina para interceder pelos que estavam na Terra.
• 1ª Taça (16.1,2):
“Saiu, pois, o primeiro anjo e derramou a sua taça pela terra, e, aos homens portadores da marca da besta e adoradores da sua imagem, sobrevieram úlceras malignas e perniciosas” (v. 2).
Na primeira taça derramada sobre o mundo observa-se claramente que somente os adoradores da Besta sofrerão com a Ira de Deus. É interessante que esta foi a sexta praga lançada sobre o Egito na época do Êxodo (Ex 9.10).
• 2ª Taça (16.3):
“Derramou o segundo a sua taça no mar e este se tornou em sangue como de morto, e morreu todo ser vivente que havia no mar” (v. 3).
Esta taça é igual a primeira praga do Egito. Tem como objetivo fazer com que o sustento do homem através do mar seja destruído. Importante lembrar que foi a primeira vida animal que Deus criou foi a marinha e agora ela é destruída.
• 3ª Taça (16.4-7):
“Derramou o terceiro a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue” (v. 4).
Agora está taça chega para completar a destruição causada pela anterior, tendo um alcance mundial. Aqui também representa que o sangue dos santos que foi anteriormente derramado agora chega aos ímpios para provarem dele: “porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tens dado a beber; são digno disso” (v. 6).
• 4ª Taça (16.8,9):
“O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com fogo” (v. 8).
Assim como as quatro primeiras trombetas (saraiva de fogo sobre a terra; grande montanha atirada sobre o mar; grande estrela que caiu sobre a terça parte dos rios; e, a terça parte do sol, da lua e das estrelas apagadas) as quatro primeiras taças também caem sobre a terra, o mar, os rios e o sol sucessivamente. Só que a quarta taça atua contrariamente a quarta trombeta, pois ela intensifica o calor do sol em vez de escurecer.
“O Sol, sob mandato do Criador, passa a emitir raios que chamuscam os ímpios. Mas estes são tão empedernidos que, no meio do sofrimento e sabendo que é Deus quem os perturba, continuam a blasfemar de Deus… Embora a finalidade dos flagelos seja levar os ímpios ao arrependimento, não se arrependem” (Shedd).
• 5ª Taça (16.10,11):
“Derramou o quinto a sua taça sobre o trono da besta, cujo reino se tornou em trevas, e os homens remordiam a língua por causa da dor que sentiam” (v. 10).
Agora é chegado a hora da ira divina cair sobre o líder mundial, causando maiores dores nos seus súditos. Esta taça tem uma relação com a nona praga do Egito, pois esta trazia trevas sobre o mesmo.
Com as dores sentidas a revolta que tinham de Deus faziam com que blasfemassem mais ainda, mostrando que “tanto os castigos lançados sobre Faraó, como os derramados sobre o império do anticristo, servem para aumentar o endurecimento dos ímpios que deliberadamente escolhem o mal”.
• 6ª Taça (16.12-16):
“Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaram para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol” (v. 12).
Inicia-se aqui a mobilização para a batalha final, pois o dragão, a besta e o falso profeta, enfurecidos, convocam o seu exército, vindo de várias partes do mundo, para “a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso” no Armagedom, que, transliterado do hebraico har megido, significa a colina de Megido. Este foi palco das maiores batalhas na antiga história de Israel: foram derrotados os cananeus liderados por Jabim (Jz 4.2); Gideão venceu com os 300 soldados (Jz 7); o rei Saul morreu derrotado (I Sm 31); a rainha Jezabel morreu por ordem de Jeú (II Rs 9.33); etc.
Assim como a sexta trombeta, esta taça também afeta o rio Eufrates. “Sob a sexta trombeta, o exército infernal de 200 milhões de cavaleiro foi solto…, que aqui fica seco para possibilitar a passagem de um exército ainda maior” (Halley).
Outra coisa interessante é que o vale do Eufrates é o local onde foi a origem do homem no Jardim do Éden e, também, onde o governo humano começou sua rebelião contra Deus com a torre de Babel.
• 7ª Taça (16.17-21):
“Então, derramou o sétimo anjo a sua taça pelo ar, e saiu grande voz do santuário do lado do trono, dizendo: Feito está!” (v. 17).
Esta taça trás o desfecho da anterior, onde o Senhor inicia a destruição do grande exército do dragão, da besta e do falso profeta, mostrando o Seu poder e furor sobremodo grande. Ela tem a missão de destruir por completa a grande Babilônia, sede do poder da besta, com um terrível terremoto, maior do que caiu sobre Jerusalém quando as duas testemunhas ressuscitaram (11.13).
É interessante ressaltar que a cólera de Deus é derramada de um modo completo sobre a Terra, em quatro pontos importantes: a terra, as águas, o ar e o próprio homem. O Senhor nos dá um tempo extenso para recebermos a sua misericórdia e invocarmos o Seu nome e devemos aproveitar e levar esta misericórdia as demais pessoas, antes que o tempo dos flagelos chegue e não seja possível ter acesso ao Trono de Deus.

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