APOCALIPSE: UMA VISÃO GERAL

Por João Marcos Bezerra
jmarcoscb@gmail.com
(Baseado nas Análises da Bíblia Shedd e Manual Bíblico Halley)

Exposição Geral do Livro
Como já é de conhecimento de alguns, o livro de Apocalipse é o último livro da Bíblia, possui 22 capítulos e trata acerca da grande Tribulação e Vitória de Cristo sobre o Anticristo.
No verso inicial (1.1) encontramos a chave do livro: “Revelação de Jesus Cristo”, pois o propósito principal é revelar a pessoa de Cristo como Redentor do mundo, apresentando o programa da consumação da Sua obra. Com isso, pode-se dizer que este livre se baseia, sendo tratado de forma mais ampla, do discurso de Cristo de Mt 24, Mc 13 e Lc 21, que tem como assuntos principais o Princípio das Dores e a Grande Tribulação (ler Mt 24.3-31).
A estrutura de Apocalipse tem como fundamento quatro grandes visões, contendo algum aspecto da pessoa de Cristo e Sua justiça:
· Cristo e a Igreja (1.9-3.22): trecho que trata das cartas enviadas pelo Senhor a sete igrejas existentes no período apostólico e que tipificam as igrejas atuais;
· Cristo e o Mundo (4.1-16.21): momento em que o autor contempla uma série de julgamentos: os selos, as trombetas e as taças. Aqui é iniciado o grande dia da ira de Deus.
· Cristo e a Vitória (17.1-21.8): aqui já trata do retorno de Cristo em companhia do Seu exército, o estabelecimento do Reino, o julgamento final e a criação de um novo mundo.
· Cristo e a Eternidade (21.9-22.5): esta última visão dá continuidade a anterior, descrevendo a natureza do lar eterno. E encerra com algumas Chamadas (22.6-21) como conclusão do livro.
Halley (1994, p. 600) faz a seguinte observação:

"No livro há muitos mistérios, que não entendemos; também encerra muita coisa que entendemos e é um dos livros mais práticos da Bíblia. Incrustadas nas suas figuras estranhas e misteriosas acham-se algumas das mais salutares advertências e mais preciosas promessas de toda a Escritura."

Em Apocalipse podemos encontra desde advertências a males que enchem as nossas igrejas, julgamentos que assolam o mundo secularizado, condenação e destruição de Satanás e, por fim, a promessa de desfrutarmos da Nova Jerusalém. Por isso, é um livro espetacular que até hoje chama a atenção de pesquisadores, estudiosos, leigos, entre outros; também trás diversas interpretações.
Sobre o autor, o principal ponto é que o próprio Deus notificou ao Apóstolo João (1.1), o discípulo amado, por intermédio de um anjo, que registrasse as visões em um livro (1.1,2) e o enviasse as sete igrejas da Ásia (1.4,10 e 11).
O outro ponto é que João, quando recebeu esta visão, encontrava-se na Ilha de Patmos (1.9), para onde havia sido exilado por causa de sua fé cristã, ocorrido durante a perseguição de Domiciano, cerca de 85d.C. Devido a linguagem do livro ser diferente do evangelho de João, alguns estudiosos acreditam que o livro das Revelações não foi escrito por João, o Apóstolo.

Temas Específicos
AS SETE BEM-AVENTURANÇAS:
Pouco se conheci, mas durante toda a explanação do Apocalipse há sete versos que contém bênçãos à igreja de Cristo:
- Bem-aventurados os que lêem esta profecia (1.3);
- Bem-aventurados os mortos que morrem no Senhor (14.13);
- Bem-aventurado aquele que vigia (16.15);
- Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro (19.9);
- Bem-aventurado é aquele que tem parte na primeira ressurreição (20.6);
- Bem-aventurado aquele que guarda as palavras deste livro (22.7);
- Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras (22.14).
SIGNIFICAÇÃO DOS NÚMEROS:
Ao ler o livro pode ser observada a grande freqüência do número 7. Além deste, outros números surgem, e cada possui um significado que pode ter uma intenção de falar uma linguagem própria, querendo trazer algum sentido. Com isso segue alguns significados:
3. sinal numérico de Deus;
4. sinal numérico da criação;
7. 3 mais 4, sinal de totalidade, conhecido como número da perfeição;
12. 3 vezes 4, sinal do povo de Deus;
6. 7 menos 1, sinal de deficiência;
10. sinal de potência mundana.
INTERPRETAÇÕES:
Muitos concordam com o objetivo principal do livro de apresentar a vitória de Cristo, mas quando se fala de interpretações existem muitas com diferenças bem acentuadas, e, às vezes, deslocadas da verdadeira interpretação.
Há aproximadamente quatro classes gerais ou escolas de interpretações, são elas:
- Preterista: Observa que o livro se refere principalmente a eventos dos seus dias, escrito para confortar uma Igreja perseguida, devendo apresentar a luta entre o cristianismo e o Império Romano.
- Futurista: Observa que a maioria dos fatos do livro ainda vai se realizar no futuro, e ocorrerá em breve espaço de tempo na época da vinda do Senhor.
- Histórica: Observa que o livro foi destinado a antecipar uma vista geral de todo o período da História da Igreja, desde a época de João até o fim.
- Espiritualista: Observa que as figuras do livro não se referem a quaisquer fatos históricos, considerando-o como representação ilustrada dos grandes princípios do governo divino aplicável a todos os tempos.
Os sete Selos, as sete Trombetas e as sete Taças da Ira de Deus (6.1-16.21) serão abordados mais detalhadamente em outro estudo, pois merecem uma explanação maior.

Toda essa exposição se faz necessário para conhecermos previamente alguns pontos gerais do livro. No decorrer de outros estudos do livro poderemos conhecer alguns pontos mais detalhadamente, acrescentando uma porção a nossa esperança da volta de Cristo e vitória final.
A Deus toda honra, glória, poder e louvor! Amém!
Deus abençoe a todos!!!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CADMIEL: UMA HISTÓRIA SEM FIM

SÓ QUEM PODE ME JULGAR É DEUS! SERÁ?!

PRECISAMOS FALAR DE SUICÍDIO NA ADOLESCÊNCIA?